Bancários de AL entram em greve nesta terça-feira por tempo indeterminado
Conteúdo publicado por Divulgação em: 17/09/2012 às 12:59h.
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O início da semana para muitos é tortuoso por causa da segunda-feira. Ela vem muitas vezes cheia de surpresas e muito trabalho. Hoje (17), pouco difere das demais, porém, a greve por tempo indeterminado dos bancos em todo o Brasil chama a atenção da população.

Quem estiver com seus compromissos para serem honrados nas agências bancárias, esta segunda-feira é o dia. A partir de amanhã (18) a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) estará em todas as instituições acompanhando os Sindicatos regionais para a deflagração da greve.

Em Alagoas, o Sindicato informou que cumpriu o prazo legal de três dias, e posteriormente paralisar os serviços. Apenas os caixas eletrônicos, e serviços de internet estarão disponíveis à sociedade.

“Há muito, nós estamos reivindicando os nossos ganhos, melhores condições de trabalho e vida. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou uma nova proposta de reajuste salarial para o Comando Nacional dos Bancários. A entidade patronal propôs reposição de 6% nos salários e demais verbas, abaixo dos 10,25% reivindicado pelos trabalhadores”, argumenta Jairo França, presidente do Sindicato, à reportagem do Tribuna Hoje.

A comunicação do Sindicato dos Bancários informou também que nesta segunda-feira haverá uma assembleia organizativa para tratar dos rumos da greve. Somente uma proposta decente da Fenaban para que a greve não se consolide em todo o país. Como afirma Jairo França, a possibilidade de paralisar todos os serviços por tempo indeterminado é de 99,9%.

Bandeira de luta

As principais reivindicações dos bancários são: Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%); Piso salarial de R$ 2.416,38; PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos; Plano de Cargos e Salários para todos os bancários; Elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição; Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade; Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral; Mais segurança; Igualdade de oportunidades.

Esta é a segunda greve em menos de um ano declarada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.