Comerciantes querem reaver terrenos tomados por Clemente
Conteúdo publicado por Divulgação em: 29/09/2012 às 18:31h.
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Por Assessoria

Eles vão entrar com uma ação judicial por perdas e danos

[singlepic id=9398 w=320 h=240 float=right]O comerciante José Flávio Correia da Silva é um dos empresários miguelenses que estão denunciando o prefeito de São Miguel dos Campos, George Clemente, de ter tomado os terrenos deles da parte alta da cidade.

De acordo com José Flávio, cerca de 70 comerciantes, foram lesados pela administração de Clemente e estão para entrar na Justiça com uma ação contra a Prefeitura, por perdas e danos.

Os terrenos foram doados pela então prefeita Rosiane Santos, com o propósito de incentivar o comércio no Loteamento Jatobá III e aumentar a oferta de emprego na região. Os comerciantes já tinham iniciadas as obras de seus pontos comerciais, quando os terrenos foram tomados pelo atual prefeito.

Segundo o denunciante, a área seria para serem instaladas lojas, supermercados, mercado público e uma feira livre para retirar os feirantes que estão espalhados pelas calçadas de toda parte alta da cidade. José Flávio calcula que os novos empreendimentos comerciais iriam gerar cerca de 600 empregos para os miguelenses.

O prefeito George Clemente reuniu todos os comerciantes que foram contemplados com o lote para dar a triste notícia do embargo das obras, anunciando que o projeto de Lei nº 1.261, de 13 de abril de 2009, aprovado pelos vereadores, não tinha nenhuma validade”, informou José Flávio.

Vários comerciantes já tinham iniciado as obras em seus lotes, mas as obras foram embargadas causando enorme prejuízo financeiro.  “Para tentar enganar a gente, o prefeito alegou que na área seria construída uma escola. Dias depois, fomos informados na própria prefeitura que os recursos para a construção da escola não haviam chegado”, acrescentou.

O comerciante disse ainda que ficou mais revoltado quando soube que o seu lote e os lotes de mais três comerciantes, sem nenhuma aprovação da Câmara, haviam sido doados para outro comerciante, o Zezinho Madeira, que já iniciou a obra nos terrenos da gente, autorizado pelo prefeito”, desabafou.

Ação judicial

Por conta disso, já enviei um requerimento ao prefeito solicitando explicações para o caso. Se meu lote não for devolvido, vou entrar com uma ação na Justiça. Pois se o perímetro da escola não atingir os nossos lotes comerciais, não abriremos mão da nossa área. Eu considero isso uma falta de respeito para com os comerciantes e todos nós estamos revoltadas com essa situação”, concluiu José Flávio.

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