Puro fetiche: sapato é arma de sedução
Conteúdo publicado por Divulgação em: 17/08/2012 às 12:54h.
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Cinderela, a dos contos de fada, fisgou seu príncipe pelo salto transparente. Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker em “Sex and The City”, escolhia a dedo um bom par de Manolo Blahnik para arrasar num encontro. Já nas revistas masculinas, as beldades tiram tudo, menos os sapatos. E não é à toa. “O salto mexe com a imaginação erótica, tanto do homem, quanto da mulher”, garante a sexóloga Laura Muller.

Um bom sapato de salto melhora a postura, empina os seios e o bumbum. Mas além da estética favorecida, o fascínio por sapatos se dá no campo do fetiche. Em cima do salto, as mulheres se transformam: “Elas têm o falo, o poder. É lógico que quanto mais alto, mais poderoso. No banheiro, elas chegam a comparar o tamanho dos saltos, elas disputam quem tem o maior”, diz o designer Fernando Pires, famoso por seus sapatos sensuais que já foram usados até por Madonna.

 A sexóloga Laura Muller percorre o Brasil palestrando sobre o efeito erótico dos sapatos.

Fernando conta que, em geral, são as mulheres que compram os seus próprios sapatos para seduzir. Porém, vira e mexe, o designer recebe a ligação de um cliente misterioso querendo algo especial: “Eu nunca vi a cara dele. Mas só de descrever o sapato, era possível perceber que ele estava ficando excitado do outro lado da linha”. Entre uma história e outra, Pires deixa escapar que uma cliente amiga e famosa confidenciou que usou um de seus saltos para penetrar o namorado – também famoso – por trás.

Loucura demais para você? Segundo Laura Muller, se a prática é prazerosa e não destrutiva para os dois, então tudo bem. Não é transtorno, doença ou coisas do tipo. Na verdade, o fetiche pode apresentar diversas nuances. Alguns só querem olhar a bela mulher nua usando sapatos poderosos, outros têm fantasias masoquistas, e por aí vai.

Características do sapato fetiche
O modelo peep toe é um dos mais desejados. Laura diz que a abertura frontal remete à fenda de um vestido. Fernando pontua que, nos anos 40, quando surgiu o modelo, mostrar só o dedão era extremamente erótico, pois, até então, tudo era coberto.

Botas e sapatos com zíper também são adorados. Pense nas botas de Julia Roberts em “Uma Linda Mulher”: “Com uma bota de superzíper atrás, ela pode fazer um jogo erótico de cobrir e revelar, estimular a imaginação erótica na hora de tirar”, ensina Laura.

A cor também é importante. “Verniz preto é extremamente fetichista”, decreta Pires, ressaltando que o vermelho pode ser extremamente erótico.

E, para fechar, os materiais. Couros exóticos, como pele de cobra, fake ou natural, fazem-nos lembrar de nossa natureza mais instintual: “É uma coisa do nosso lado mais animal. O bicho pode mexer com esse aspecto da nossa sexualidade e a gente se sentir com seu poder. Que é meio por aí, poderosa como uma serpente, um leopardo”, finaliza Muller.

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